Drama de época, drama moderno, drama drama drama. O que é um drama, como escrever um drama e por que diabos as pessoas leem drama. Tudo hoje nesse artigo sobre como escrever um livro de drama que vai desmistificar, ou tentar, o gênero.

O que é um drama?

Essa é uma pergunta que eu acho mais fácil responder por eliminação do que de maneira direta. Dramas são histórias que não apresentam características de outros gêneros como elemento central.

Ou seja, o foco não é a tecnologia, não é a magia, não é o velho oeste, não são dinossauros, não são coisas sobrenaturais.

O drama pode ser uma ficção, e pode utilizar de alguns dos elementos acima, mas acho que a maneira mais lúdica de descrever um drama é: foco nos personagens.

Um drama é, essencialmente, a história sobre relações humanas e sobre os problemas pessoais de indivíduos.

Sobre como criar personagens principais, antagonistas e personagens secundários, confira os outros artigos.

O drama precisa ser trágico?

Tragédia e comédia, dois lados da mesma peça. Ou, ao menos, era o que Aristóteles queria investigar no seu livro Poética.

E qual a diferença? A comédia é uma análise crítica utilizando o absurdo para fazer um comentário sobre os piores costumes da época. A tragédia é um louvor às maiores características e os mais incríveis indivíduos.

A comédia usa os vícios humanos, a tragédia usa virtudes. Tanto que muitos dramas são histórias de superação (especialmente nos esportes).

O drama pode ser trágico ou cômico, mas imagino que tenha perguntado outra coisa, então vamos à próxima parte.

O drama precisa ser triste?

Essencialmente, não. O drama pode ser sério, e pode apresentar até alguns elementos de humor, mas como via de regra, é uma história mais sisuda, com um foco introspectivo.

Não importa muito se escreve em primeira pessoa ou terceira pessoa, desde que mergulhe nas emoções e dilemas dos personagens principais. Lembre-se, histórias de drama exigem ainda mais empatia do leitor do que os outros gêneros.

Como escrever um livro de drama

Meu livro A Pergunta no Espelho é um drama. Eu o escrevi assim, pelo menos.

Existem vários outros elementos que entram ali, como o policial, mas o foco da narrativa é a busca de Carlos por sua identidade. É um livro sobre identidade, vou bater sempre nessa tecla.

O primeiro passo foi definir o personagem e seu dilema, é a frase que abre o livro.

“Foi naquele dia que percebeu como tinha perdido o controle de sua vida”.

Ou alguma coisa assim. Você pode conferir os detalhes comprando o livro nesse link aqui.

Decidi ser bem direto na abordagem, começando com a primeira frase, porque isso ditaria o foco da narrativa para o leitor nas páginas seguintes. Muitas coisas acontecem ao longo da jornada de despertar do Carlos, e foi preciso começar com o cerne, para não tirar da vista do leitor o que eu queria dizer.

Definir o dilema do personagem é o passo um. Depois, é marcar na história quais são os pontos em que esse dilema surge, criando conflito. São três conflitos: virada do primeiro ato, meio do segundo ato e virada do segundo para o terceiro ato.

Eu também já falei sobre isso em outro artigo, então confere lá.

Essencialmente, esses são os pontos básicos, mas muita coisa muda de autor para autor. Com isso, vale dizer que é importante entender o seu estilo e a mensagem da história, adaptando o conteúdo para seu objetivo final.

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