A típica angústia da embriaguez
É a podridão da sobriedade
Num furor de insensatez
Desescondida pela ebriedade

Tu, que escondes as mágoas atrás de copos
Não sabes tu que é aí que elas vivem?
Que é aí que habitam seus vis corpos
Que aos corações todos corroem?

Ah, que o que se cultiva,
Queira ou não, há de se colher!
Faça seca ou faça chover!

Pois beba, pobre diabo! Faça chuva!
Beba até de si mesmo esquecer
Para todas as tuas dores poder ver!

Por João Gabriel Paulsen