Ladinos são os bons ladrões e assassinos que servem a um propósito maior do que serem apenas minions. Contudo, em muitas aventuras são levados a serem apenas chaves-mestres em dungeons e arqueiros furtivos. Boas histórias de RPG de mesa para ladinos envolvem muito mais do que isso, veja como:

O papel do ladino na história

O ladino não é apenas um ladrão e assassino, ele é um mestre da furtividade e da fuga. Como uma classe de suporte (não envolve combate direto, não tem foco em cura), o ladino funciona como flanco e distração, mas por ter habilidades em destreza, inteligência e sabedoria, é também um bom batedor, espião e pode agir bem em uma dupla com um bardo. 

Uma boa história de ladrão envolve sempre um grande roubo, e o cinema está repleto de aventuras nesse sentido: Ocean’s Eleven é um excelente exemplo, mas se gosta de coisas mais pop, pense em Homem-Formiga

O objetivo do ladino neutro ou neutro-bom é sempre roubar dos ricos, uma espécie de Robin Hood. Ladinos caóticos são cleptomaníacos e inconstantes, é o tipo de personagem que rouba de um duque, mas na hora de distribuir o dinheiro, vai embora.

Para mestres que querem um direcionamento moral na narrativa, unir um ladino a um ranger e se inspirar no Cruzado Encapuzado é uma saída. 

Nesse caso, você consegue juntar um personagem neutro ou bom (o ranger) com um caótico (o ladino) e ainda assim conseguir uma narrativa funcional. 

Note que, caso seu ladino seja mau, a história só funciona até certo ponto. 

Mais narrativas de RPG de mesa para ladinos

Uma outra maneira de criar histórias de RPG de mesa para ladinos é seguindo um modelo de caça ao tesouro com uma narrativa em cinco atos:

  • 1° ato: O ladino procura por um artefato dentro de uma dungeon, mas chegando lá não encontra o objeto;
  • 2° ato: As pistas e a investigação levam ele a descobrir o paradeiro do objeto na mansão de um magnata local, mas quando ele chega lá, o magnata está morto e o ladino é considerado culpado;
  • 3° ato: Na fuga, o ladino acaba descobrindo mais uma vez para onde está indo o objeto que procura, e o porquê do interesse nele;
  • 4° ato: O ladino enfrenta o bardo responsável pela trama e os dois se enfrentam nas ruas da cidade, fugindo dos guardas. No fim, o ladino vence e o bardo é capturado;
  • 5° ato: Enquanto limpa seu nome, o ladino descobre que o bardo conseguiu fugir, e com isso precisa encontrá-lo novamente (gancho para outra aventura e outro modelo).

Isso que passei é uma sugestão, mas caso queira outra maneira de abordar histórias para ladinos, veja abaixo:

Como criar boas narrativas para ladinos assassinos

Se os seus ladinos são caóticos ou maus, uma boa estratégia é transformá-los em assassinos, e não em ladrões. 

Com um foco diferente, é possível trabalhar essas aventuras sob um espectro mais interessante, como a escolha dos alvos, o planejamento do assassinato e a consequência dos atos.

É necessário desenvolver a história com pequenos casos e evoluir até um grande contrato, sem precisar recorrer ao clichê da morte do rei. 

Um exemplo:

Um general dos exércitos do leste declarou independência e marcha em direção ao sul do reino, onde pretende tomar uma vila e se assumir governante da área por direito. O grupo de ladinos é enviado para matá-lo e impedir que a rebelião se espalhe. 

Histórias de assassinos podem envolver matar outros assassinos (hitman contra hitman); podem ser políticas; podem apresentar dificuldades mágicas (o ladino é contratado para matar um dragão em sua forma humana); etc. 

São inúmeras possibilidades, e o mais importante é lembrar das características da classe para desenvolver desafios que correspondam melhor às perícias, talentos e habilidades especiais dos personagens. 

Nunca é demais reforçar: toda narrativa é centrada em seus personagens.

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